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Perspectivas Econômicas

No cenário econômico internacional se renovaram as preocupações com a crise nos Estados Unidos. Simultaneamente, a possibilidade de uma desaceleração mais forte da economia global - evidenciada por dados mais fracos de atividade na China - tem produzido uma queda considerável nos preços de commodities. Como consequência, os mercados internacionais permanecem bastante voláteis e os ativos domésticos, com destaque ao Ibovespa, têm sofrido bastante.

Apesar dos efeitos negativos para a bolsa, a queda de preços de commodities deve reduzir as pressões de inflação a curto prazo. Por outro lado, a manutenção de crescimento da demanda doméstica em taxas elevadas representa risco significativo para a estabilidade de preços. Para combater esses efeitos, o Banco Central aumentou o ritmo de elevação da taxa básica de juros, promovendo uma elevação de 0,75 ponto percentual. A Selic deve encerrar 2008 em 14,75% e as altas devem prosseguir no início de 2009, chegando à taxa básica de 15,25%. Esse ciclo de aperto deve conduzir a inflação para um patamar próximo à meta, já em 2009. Em contrapartida, tende a provocar uma desaceleração da economia, com o PIB expandindo-se em 3% no final do próximo ano.

Apesar do cenário incerto, o real deve continuar apresentando performance positiva em função dos fundamentos sólidos da nossa economia e por conta do aumento dos juros, fator de estímulo ao ingresso de capitais no país. A volatilidade nos demais ativos deve permanecer elevada, sugerindo, portanto, cautela nos investimentos.

Economistas do Unibanco